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Luiz Gama completa seu 186º aniversário

21/06/2016

Líder abolicionista e republicano foi responsável pela libertação de mais de 500 escravos

Hoje comemoramos o 186º aniversário de Luiz Gama, um dos maiores líderes abolicionistas do Brasil. Gama destacou-se como jornalista e colaborador de diversos periódicos progressistas. Projetou-se na literatura em função de seus poemas, nos quais satirizava a aristocracia e os poderosos de seu tempo. Hoje, é reconhecido como um dos grandes representantes da segunda geração do romantismo brasileiro, mas enfrentou a oposição dos acadêmicos conservadores em sua época.

Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu no dia 21 de junho de 1830, em Salvador (BA). Era filho de um fidalgo português e de Luiza Mahin, negra livre que participou de diversas insurreições de escravos. Aos 10 anos foi vendido como escravo pelo pai para pagar uma dívida de jogo, sendo comprado pelo alferes Antônio Pereira Cardoso. Foi na fazenda de Antônio, no interior paulista, que aprendeu a ler. Aos 20 anos e após fugir para São Paulo, tentou frequentar o Curso de Direito do Largo São Francisco – hoje conhecido como Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Por ser negro, enfrentou a hostilidade de professores e alunos, mas persistiu como ouvinte das aulas. Não conseguiu concluir o curso, mas o conhecimento adquirido permitiu que atuasse na defesa jurídica de negros escravizados.

A partir de sua ótima oratória e seus conhecimentos jurídicos, conseguiu libertar mais de 500 escravos - algumas estimativas falam em 1000. Luiz Gama também ganhou notoriedade por defender que ao matar seu senhor, o escravo agia em legítima defesa. No final de 2015, 133 anos após sua morte, Gama recebeu o título de advogado pela OAB.

“Luiz Gama sempre se preocupou com a transformação das condições das pessoas, da população brasileira, dos negros e negras escravizados no Brasil e, portanto, uma transformação no País, nas estruturas políticas. Por isso, ele não era apenas o libertador dos escravos, ele era também o republicano. Ele era o homem que lutava pela República”, declara Silvio Luiz de Almeida, presidente do Instituto Luiz Gama.




        


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